Hugo Vieira é reforço do Benfica para as próximas quatro temporadas. O jogador esteve muito perto de se tornar jogador do eterno rival de Alvalade - as negociações acabaram por não chegar a bom porto, uma vez que os leões reavaliaram o cenário e chegaram à conclusão de que tinham no plantel outras soluções tão ou mais válidas, pelo que seria desnecessária esta incorporação -, mas acabou por desviar caminho rumo à Luz, onde lutará por uma vaga na frente de ataque. O dianteiro chega à Catedral a custo zero, uma vez que estava em final de contrato com o Gil Vicente.
Aos 23 anos, Vieira assina por um grande logo no final daquela que foi a sua época de estreia no principal escalão do futebol nacional. O jogador já realizou os habituais exames médicos, tendo assinado contrato com as águias na última quarta-feira, embora o negócio já estivesse fechado desde segunda. O polivalente avançado era seguido há alguns meses pelos responsáveis encarnados, que estiveram sempre atentos ao processo negocial com o Sporting. Uma vez conhecido o desfecho negativo com os rivais, a SAD benfiquista apressou-se a garantir os serviços do veloz dianteiro, confesso adepto do emblema da Luz desde criança. Ao que foi possível apurar, esta foi, de resto, uma das situações que pesaram no fácil acordo entre as partes.
Hugo Vieira foi peça importante na caminhada do Gil Vicente em 2011/12, tendo realizado um total de 33 jogos, 29 destes na condição de titular. Ao todo, o jogador apontou sete golos - seis no campeonato, mais um na Taça da Liga -, sendo que um deles foi logo na jornada de estreia... contra o Benfica. Na altura, Vieira reduziu para 2-1, antes de Laionel selar o empate verificado no apito final (2-2). Na última ronda da Liga ZON Sagres, despediu-se em beleza, marcando o tento inaugural na vitória caseira dos gilistas sobre o Feirense.
Contente com todo o processo está, de resto, o modesto Santa Maria, emblema de Barcelos onde Hugo Vieira se formou. É que o jogador sempre prometeu que tudo faria para levar algum dinheiro para os cofres do clube com a sua transferência. Ora, neste caso terá mesmo de ser o artista a "entrar" do seu bolso, uma vez que a transação para a Luz se dá a custo zero, logo não há obrigatoriedade de pagamento de direitos de formação. Vieira poderá sempre, contudo, resolver a situação a título pessoal.
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